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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Crônicas

 Crônicas diárias dos novos cronistas do Brasil.
 domingo, 27 de maio de 2012 MANIFESTO
 Whisner Fraga
 Estudávamos, eu e meus irmãos, no período da manhã, o que equivale a dizer que devíamos acordar às seis da manhã ou pouco menos, o que era muito penoso, porque todos nós gostávamos (e acho que ainda gostamos) de dormir. Depois, brigávamos entre nós para ver quem buscaria o pão e quem faria o café e o chá. Geralmente os mais fracos perdiam – eu ia até a padaria e minha irmã preparava o leite e companhia. Com o tempo, meu irmão, mais parrudo do que nós outros, percebeu que podia dormir até mais tarde, já que, para se encaminhar para a escola, só devia vestir o uniforme, ajuntar os livros e se deliciar com o café da manhã preparado por nós. A sorte é que o Polivalente, escola que frequentávamos, era perto de casa. Uns quinze minutos a pé ou cinco minutos de bicicleta. Minha irmã, mimada como era, cursava um colégio chique, que ficava mais distante de nosso bairro, o que não representava problema nenhum, já que tinha carona todos os dias. A Escola Estadual Antônio de Souza Martins era disputada, todos queriam estudar lá nos anos 1980. Tínhamos aula de Artes, Educação para o lar, Práticas agrícolas, era um negócio inconcebível em um país que escapava de uma ditadura militar. Então havia um vestibular, que era tão concorrido quanto os quase extintos vestibulares para ingresso nas boas universidades públicas de nossa pátria. Enquanto escrevo, acabo por me lembrar de uma história interessante. Ao lerem o ocorrido, por favor, não me tomem como arrogante, porque não sou de jeito nenhum. Não chego ao cúmulo de ter algum complexo de inferioridade, mas também não cultivo qualquer sentimento de superioridade com relação ao que quer que seja. O fato é que prestei o tal vestibulinho para ingressar no colégio e aguardava ansioso a resposta. Se fosse reprovado, teria de ir para uma escola inferior e, pior, longe de casa. Na manhã do dia acertado para divulgarem o resultado, uma amiga de minha mãe liga para ela: não tinha visto meu nome na lista. Desesperada, minha família corre para a 16, pois o resultado estava afixado nos muros de entrada do Polivalente. Claro, todo mundo começou a procurar lá no fim da lista de uns quatrocentos nomes e veio rumo ao início. Entre os primeiros colocados estava lá: Whisner Fraga Mamede. Eu tinha tudo para ter uma baixa auto-estima, não? Estive recentemente em Ituiutaba e, como sempre faço, visitei o Polivalente. Mais uma vez voltei triste para casa. Não condeno, de maneira alguma, os gestores atuais da escola, nem tampouco seus professores, que, estou certo, fazem o possível. Vi o capim invadindo o que já foi uma pista de corrida, vi as quadras e mesmo o campo, sem manutenção, abandonados, vi parte do prédio fechada, pois não tem mais condições de uso. O edifício de hoje é somente uma sombra do que foi há trinta anos. Conheço a realidade da educação, pois também sou professor e posso dizer que os diretores, os docentes não têm culpa. Sabemos que a educação no Brasil nunca foi prioridade e se há o mito que havia mais dinheiro para esta área anos 1970, é porque poucas pessoas iam para a escola, o que barateava todo o processo. O orçamento não conseguiu crescer na mesma proporção que o número de alunos que ingressam no sistema. O que podemos fazer? Deixar de enxergar a educação pública, gratuita e de qualidade como um favor e começar a percebê-la como um direito de todos. Assim que isso acontecer, podemos ir à luta. Fonte: Crônica do Dia

Chefe de polícia do RS sofre tentativa de assalto em Esteio



 28/05/2012 01h05 - Atualizado em 28/05/2012 01h06
Chefe de polícia do RS sofre tentativa de assalto em Esteio
 Delegado chegava em casa quando percebeu a aproximação dos suspeitos. Os assaltantes utilizaram um carro roubado na abordagem. Do G1 RS Comente agora O chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Ranolfo Vieira Júnior, sofreu uma tentativa de assalto ao chegar em sua residência por volta das 20h deste domingo em Esteio, Região Metropolitana de Porto Alegre. Houve troca de tiros, mas ninguém se feriu. A polícia ainda não tem pistas dos suspeitos. Segundo o titular do Delegacia de Polícia de Esteio, delegado Leonel Baldasso Pires, pelo espelho retrovisor de seu carro, Ranolfo percebeu a aproximação de um outro veículo e suspeitou se tratar de um assalto. Após conseguir entrar em sua casa e fechar o portão, sacou a arma e declarou ser da polícia. Neste momento, os suspeitos, de dentro do veículo, atiraram contra o chefe da Polícia, que revidou, acertando alguns disparos no carro. Os três homens fugiram. Ainda segundo o delegado Leonel Baldasso, o automóvel utilizado durante a tentativa de assalto foi roubado no dia anterior em Esteio, em horário próximo ao meio-dia. A vítima não conseguiu identificar os suspeitos, que usavam óculos esculos e casacos com capuz, dificultando a visão. Agora, a polícia tenta localizar o veículo para iniciar as investigações. Com o carro em mãos, o delegado espera encontrar pistas que levem ao reconhecimento dos assaltantes. A polícia ainda descarta que possa ter sido um ataque premeditado ao chefe de polícia e acredita que o fato seja apenas uma coincidência.

Você é pescador então se cuide

domingo, 27 de maio de 2012

Quem cuida da mente do policial?




Quem cuida da mente do policial? A famosa citação do poeta romano Juvenal “Mens sana in corpore sano” (uma mente sã num corpo são), tem dado margem a uma série de interpretações, vulgarizadas, inclusive, pelo seu uso repetido. O entendimento mais comum é o de que devemos viver de tal forma que haja um equilíbrio entre a mente e o corpo, caso contrário, as mazelas que esta sofrer, serão expressas através de doenças psicossomáticas às mais variadas. No mundo das tecnologias de informação e da globalização, a sociedade humana tem alcançado altos índices de desenvolvimento dos aspectos científicos, da nanotecnologia, do domínio do espaço cósmico, da biociência e da ciência médica, entre outros parâmetros de evolução. No entanto, no que diz respeito à autoconsciencia, ao conhecimento da mente e de seus intrincados mecanismos, ainda estamos tropeçando nos primeiros passos. A mente humana e seus variados aspectos continua tal qual caixa de pandora, guardando segredos que despertam interesses e temores ao mesmo tempo. Neste viés, as chamadas doenças da alma, tal qual o estresse, a depressão, a esquizofrenia e os transtornos mais diversos da psiquê humana, têm sido considerados o mal de nosso século, acometendo milhares de pessoas, ceifando vidas amarguradas e solitárias. No momento histórico em que o homem domina as ferrametas de comunicação, assistimos, intrigados, o desenvolvimentos de patologias da solidão e da falta de diálogo. É neste contexto que, alguns profissionais, pela natureza e especificidades da atividade que exercem, vivenciam a influência mais danosa do modelo sociocultural vigente, sofrendo uma série de pressões que podem levar desde a desequilibros emocionais pontuais até os extremos das enfermidades psicológicas. O fato de ser policial, representante legítimo do poder do Estado, numa sociedade chafurdada na violência e na criminalidade, já é, por si só, gerador de pressões. Junte-se a isso, alguma outras caracterísiticas de nossa profissão, tais como o fato de, em frações de segundos, ter que decidir se aperta ou não o gatilho de uma arma, assumindo as consequências diversas dessa atitude; a vivência de uma relação hierárquica de poder, muitas vezes conturbada e dissonante com o ideal; o ter que acompanhar situações envolvendo estupros, mortes violentas, acidentes fatais, visualizando cenas deprimentes ou participando de resgates de corpos humanos, entre tantas outras atividades, que podem levar o cidadão policial a sofrer os danos psicológicos dessas pressões. Por vezes, temos notícias trágicas de policiais que cometem suicídio ou que estão passando transtornos diversos, desde sintomas de depressão, até situações mais graves, onde há a necessidade de intervenções psiquiátricas, uso contínuo de substâncias químicas e outros tratamentos, chegando mesmo a internações compulsórias, em estados mais avançados. Embora não conheça pesquisas que possam balizar com números estatísticos as afirmações aqui elencadas, parece-nos que tem sido crescente o índice de policiais acometidos das enfermidades da mente, e que, por falta de atenção e estrutura de nossas Corporações, são meramente encaminhados para as Juntas Médicas de Saúde, que, apenas avaliam e concedem o afastamento do profissional, no entanto, sem nenhum acompanhamento, sem buscar o seu histórico, a sua condição familiar… Afastado do serviço, muitas vezes os sintomas da doença tendem a piorar, e o profissional que servia à sociedade “mesmo com o risco da prória vida”, passa à situação de “abandonado à própria sorte”. É urgente pensarmos neste assunto, se quisermos um policial mais preparado para enfrentar as pressões e dilemas de uma profissão tão complexa como complexa é a mente humana. Além de apoiar e acompanhar o policial que esteja acometido de qualquer enfermidade da alma, é preciso que as Corporações contratem profissionais gabaritados para uma consultoria e, após um levantamento minucioso das situações, proponham ferramentas, debates, oficinas, que tenham por foco a provenção e a promoção da saúde mental de cada policial, a fim de que possamos, parodiando o poeta, ter um policial são em uma Corporação sã. Autor: Jose Carlos Vaz Abordagem policial

NOTA DO EDITOR
Temos este direito, só que nunca ví ser aplicado, nossos trabalhadores na segurança pública só tem cobranças este tipo de acompanhamento é necessário bem como preparar o militar para ir para a reserva. O militar quando vai para a reserva, fica perdido, perde o convívio diário com os colegas, passa a uma situação totalmente estranha, pergunto, quem é o responsável pela saúde mental do militar?

Polícia

Quatro homens são presos após perseguição e tiroteio no entorno de hospital na Capital Na troca de tiros, um dos suspeitos foi baleado na perna Quatro homens são presos após perseguição e tiroteio no entorno de hospital na Capital Bruno Alencastro/Agencia RBS Quatro suspeitos foram presos após tiroteio Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS Um tiroteio na noite deste sábado na zona norte da Capital assustou pacientes e funcionários do Hospital Mãe de Deus Center, no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre. De acordo com a Brigada Militar, a perseguição começou quando policiais abordaram quatro homens que estavam em um Renault Sandero roubado na tarde de sexta-feira. Com a chegada da polícia, os ladrões fugiram pela Avenida Carlos Gomes e entraram na Avenida Soledade, uma rua sem saída. Na troca de tiros, um dos suspeitos foi baleado na perna. A polícia cercou a área e encontrou os outros três homens. — Os delinquentes só usaram as cercanias do hospital, não chegaram a entrar — afirmou o capitão Vinicius Boeira, supervisor da Brigada Militar na Zona Norte. Os quatro homens foram presos e encaminhados à 3ª Delegacia de Pronto-Atendimento. ZERO HORA