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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Brigada Militar do RS - CTSP

Plano de Carreira dos Praças da BM/RS

Eberson Oliveira
Analisando a realidade em que me encontrei por duas oportunidades, me fez expor meu próprio planejamento para ascensão na carreira militar. O plano de carreira na Brigada Militar do Rio Grande do Sul nunca foi voltado aos servidores militares e nunca vislumbrou a realidade em que se encontra a profissão de Policial Militar no Estado. Tenho 19 anos de serviço público e iniciei a carreira como soldado, na primeira oportunidade depois de dois anos, prestei concurso interno e freqüentei um curso de formação para graduação de cabo. Dentro de uma má organização da corporação sendo feitos remendos na carreira fui depois de nove anos, promovido a terceiro sargento. Segundo uma lei elaborada para plano de carreira a promoção a segundo sargento depende da conclusão de um Curso Técnico de Segurança Pública (CTSP), no qual são chamados para participar os terceiros sargentos mais antigos no cargo, por antiguidade e por duas vezes fui chamado para participar do CTSP e para prever o que poderia acontecer efetuei uma planilha de custos para este curso, do qual não foi nem um pouco favorável a mim. Vou iniciar pela situação que me encontrava no momento da convocação para o curso. Hoje o Quadro Organizacional da Brigada Militar por falta de planejamento é totalmente desprovido dos recursos humanos previstos, a maioria dos terceiro sargentos estão em situação de acumulo de função e com isto recebendo proventos com adicionais de graduação superior. Outra situação são as vantagens que os servidores perdem durante a duração do CTSP onde é vedado legalmente o recebimento de pagamentos por serviços extraordinários (horas extras) assim como vale refeição, isso tudo já faz parte do salário recebido pelos servidores e esta no orçamento mensal de todas as famílias Brigadianas. Somando tudo o que eu deixaria de receber como vantagens e atribuindo valores, para situação de estar longe da família e também gastos com deslocamentos, materiais didáticos, uniformes e equipamentos necessários para o curso (que não são pagos pelo estado), eu certamente não estava preparado financeiramente para enfrentar oito meses fora de casa com viagens semanais e com um custo para mim de aproximado de 15 mil reais para receber uma promoção. Lembrando também da dedicação exclusiva que o curso solicita e com carga horária semanal de mais de 60h, não poderia concluir durante dois semestres meu curso superior que está em andamento. A realidade dos militares do Rio Grande do sul é de orçamentos apertados e situações financeiras justas e quase sempre não podemos fazer intervenções radicais nos gastos de nossas famílias, entre outras coisas também temos que analisar quando essa ascensão na carreira vai nos retornar vantagens financeiras, porque é nisso que pensamos na hora de um plano de carreira, evoluirmos profissionalmente e financeiramente. Tenho trinta anos para servir como funcionário público para minha aposentadoria, segundo o Estatuto dos Servidores Militares do RS, sendo que me resta nove anos de efetivo serviço. Neste ponto foi onde mais analisei na hora de recusar a convocação que recebi em 2009, pois em qualquer investimento temos que pensar quando vamos receber retorno, e no meu caso eu somente iria conseguir começar a receber de volta o investimento quatro anos depois de aposentado e juntando mais nove que me faltam para reserva são treze anos para começar a receber os lucros do investimento. Tomando como base e exemplo um investimento que todos conhecem que é a poupança, nela ao investir 15mil reais por 13 anos teria um montante aproximado de R$ 50.000,00 e não precisaria ficar oito meses me privando de várias coisas. Cursos de aprimoramento da carreira deveriam ser melhores avaliados para deixarem de ser utilizados como manobra dos recursos humanos para ganhos político e passarem a ser um motivador profissional e incentivador da carreira Policial